quarta-feira, 17 de maio de 2017

Um concreto pra variar.

Uma versão atualizada disto aqui. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pietà

("Madonna dos Lírios" e "Pieta", Bouguereau)


À minha mãe.

Morre Cristo. De sangue e lágrimas coberto,
Dorme sobre o Calvário à nona hora do dia;
Por três cravos suspensa, a Carne que tremia
Cessa o tremor enfim, e o Espírito é liberto.

"Por que me abandonaste, ó Pai? Por quê?", gemia
Pouco antes de expirar, havendo o seio aberto
Aos vagalhões do oceano e à aridez do deserto.
Sem resposta do Céu, chorou. E eis que Maria,

Ao ver o Cristo em sangue e lágrimas desfeito,
De pronto suplicou: "Senhor, dá-me essa cruz;
Dá que eu - Não Ele! - arraste o mundo junto ao peito!"

E entre o escárnio da terra e o divinal exílio,
Clamou em desalento o nome de Jesus,
Que, antes de Redentor e Deus, era seu filho.



05 / 2017

09 / 06 / 2017: Acabo de descobrir que meu soneto "Pietà" foi lido e publicado por ninguém menos que Roberto Mallet. Muito feliz com a surpresa e com a atenção ao poema. A leitura está belíssima.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Uma canção dos Lannister, de Game of Thrones.


And who are you, the proud lord said,
that I must bow so low?
Only a cat of a different coat,
that's all the truth I know.

In a coat of gold or a coat of red,
a lion still has claws,
And mine are long and sharp, my lord,
as long and sharp as yours.

And so he spoke, and so he spoke,
that lord of Castamere,
But now the rains weep o'er his hall,
with no one there to hear.

Yes, now the rains weep o'er his hall,
and not a soul to hear.


sexta-feira, 10 de março de 2017

Porque descobriram uma estátua de Ramsés II na favela do Cairo, e isso é um prato cheio para a trolldução



Fonte: UOL notícias

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Um soneto de Lovecraft a Poe.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Uma valediction de John Donne.


Publicado originalmente no escamandro.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Blake


Seis horas da manhã: o arrolo singular
das pombas no quintal começa agora.
É sempre assim: às sete, um gato vem miar
e, espantadas, as pombas vão-se embora.

Vênus lambe a janela. Os arrulhos não brotam.
O ar se contrai frio, suspenso, tredo.
As pombinhas, talvez, ainda durmam no sótão;
ou foi o gato que chegou mais cedo?



01 / 2017