Há quanto tempo não postava uma tradução aqui!
quinta-feira, 2 de julho de 2020
segunda-feira, 29 de junho de 2020
Canção do Exílio (revista & atualizada)
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Em cismar – sozinho – à noite –
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Não permita Deus que eu morra
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sexta-feira, 15 de maio de 2020
segunda-feira, 6 de abril de 2020
Não havia nada de diferente:
um bar como qualquer outro em qualquer
rua — o de sempre. E por que, de repente,
nada parece o mesmo, nem sequer
a cerveja, que é a mesma, ou a conversa
despreocupada — e talvez só por isso
indispensável — à noite, dispersa
entre tantas noites sem compromisso
com as horas, com o frio a encrispar
os dedos que se entretecem, entregues
ao que é mais efêmero, ao canto — sim,
acima de tudo ao canto? Sem par
agora, essa noite qualquer, em mim
como em ti, meu amor, ainda que o negues.
terça-feira, 24 de março de 2020
Um pássaro translúcido se esfola
no asfalto de meus olhos arredios,
e cede o azul motor à contramola
da poça em que, por me esquivar, meti-os.
Não basta erguer a vista, nem consola
rememorar a ossada dos estios:
como extrair do pássaro a gaiola?
Como forjar os seus metais bravios?
Como, entre fráguas, infundir-lhe o bálsamo
devido? Como, se, a negar-me o voo
e a luta, a muda voz dos astros alça,
moroso, aos céus — E o céu, morosamente,
crava nos olhos sob os quais sangrou
uma rosa tardia, indiferente?
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
terça-feira, 24 de dezembro de 2019
24 de dezembro
A inocência dormiu
de olhos abertos
Em vão tentamos
amparar seu vulto
Nem tudo está perdido:
ainda há o medo
E alguma inquieta paz
nos punhos