domingo, 28 de junho de 2015

Três rubaiyat de Omar Khayyam.



Publicados originalmente aqui.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

música popular


palavra incerta
corrente
que liberta

palavra estranha
montanha
não má escalada

palavra à toa
mestiça
flor-de-lis, boa

palavra minha
que em linha
não vale nada:

se canta ou grita
palavra, ide
seja bem dita

só leva multa
quem não transgride
a norma culta




06 / 2015

sábado, 6 de junho de 2015


Xepa: estrelas n'água —
mil pregões tentam vender
seus silêncios frescos.



06 / 2015

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Boutique


Papai me diz que a Vida é coisa amarga
que arde a garganta e nunca mata a fome,
mas que é pra eu não chorar e beber tudo.

Engulo-a, e, por mais que a Vida arda,
meu papai – porque sou o filho homem –
não quer jamais que eu beba de canudo.



06 / 2015

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Eco


"Quem eu sou?", brada a voz como do fundo
de um poço; e então se alastra e se dissipa,
e se dissipa; e se dissesse qualquer outra
coisa – gritasse, esperneasse –, pouco
por fim viria à tona, à superfície
da piscina de medo em que me inundo.

"Eu sou?", responde a voz bem lá no fundo.



05 / 2015

"A Minha Mãe", de Poe.



Primeira tradução, dos altos de 2013. 

terça-feira, 28 de abril de 2015

Cinco poemas de William Blake.



Um de For the Sexes: The Gates of Paradise, dois de Songs of Innocence e outros dois dos manuscritos do poeta.